nunca me achei suficientemente boa para ser amada incondicionalmente por alguém.
hoje me acho.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
final de sábado:
tentando me manter forte. de pé.
o amor é vício.
a desintoxicação maltrata todas as partes do corpo.
mas o final é leve.
tem que ser.
o amor é vício.
a desintoxicação maltrata todas as partes do corpo.
mas o final é leve.
tem que ser.
terça-feira, 29 de junho de 2010
tudo que se tem é nada.
em alguma parte desse mundo que eu criei, você me ama. seus olhos brilham por mim toda vez que me vêem. seu coração bate tão forte e então você acha que vai explodir . e todas as partes do seu corpo têm absoluta certeza que sou eu. eu sou exatamente a pessoa que você sempre desejou... pro resto da vida.
esse mundo só tem uma estrada. e essa estrada só tem um final. nesse mundo existe um único beijo perfeito, um só olhar certo, peculiares mãos que afagam e voz que acalma. tem aquele jeito certo de escolher a hora exata pra falar o que preciso ouvir. e as bobagens... as bobagens se dissolvem como algodão doce na boca.
é um mundo justificável. sem qualquer impossilidade. os gritos são abafados pelo jeito que me faz sorrir. e não tem hora errada, nem finitudes. é tudo pra sempre. e tudo é tão bonito e tão colorido e faz calor. e, mesmo assim, quando ouso sentir frio, tem aquela primeira jaqueta que me esquentou pela primeira vez.... e, então, pra sempre.
esse mundo aqui, esse não aceita lágrimas. qual motivo eu teria pra perder forças senão com esse amor sublime? é proibido. e, ainda assim, eu não me importo. porque só penso em sorrir pra você. por você.
em todas as partes desse mundo, tudo me lembra todos os momentos vividos. e daí eu tenho cada vez mais certeza de que vale a pena e que o amor é de verdade. e vem dos dois. e eu passeio por tudo isso sentindo as mais diversas espécies de borboletas, voando, aqui dentro do meu estômago. e eu te conto e você me diz que com você é igual. e rimos juntos.
nesse mundo que eu criei, todas as danças são suas. e os passos são certos. e a sintonia, incrível. os sonhos se tornam a mais linda realidade no dia seguinte.
esse mundo aqui, esse que eu criei... não existe.
esse mundo só tem uma estrada. e essa estrada só tem um final. nesse mundo existe um único beijo perfeito, um só olhar certo, peculiares mãos que afagam e voz que acalma. tem aquele jeito certo de escolher a hora exata pra falar o que preciso ouvir. e as bobagens... as bobagens se dissolvem como algodão doce na boca.
é um mundo justificável. sem qualquer impossilidade. os gritos são abafados pelo jeito que me faz sorrir. e não tem hora errada, nem finitudes. é tudo pra sempre. e tudo é tão bonito e tão colorido e faz calor. e, mesmo assim, quando ouso sentir frio, tem aquela primeira jaqueta que me esquentou pela primeira vez.... e, então, pra sempre.
esse mundo aqui, esse não aceita lágrimas. qual motivo eu teria pra perder forças senão com esse amor sublime? é proibido. e, ainda assim, eu não me importo. porque só penso em sorrir pra você. por você.
em todas as partes desse mundo, tudo me lembra todos os momentos vividos. e daí eu tenho cada vez mais certeza de que vale a pena e que o amor é de verdade. e vem dos dois. e eu passeio por tudo isso sentindo as mais diversas espécies de borboletas, voando, aqui dentro do meu estômago. e eu te conto e você me diz que com você é igual. e rimos juntos.
nesse mundo que eu criei, todas as danças são suas. e os passos são certos. e a sintonia, incrível. os sonhos se tornam a mais linda realidade no dia seguinte.
esse mundo aqui, esse que eu criei... não existe.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
desabafo.
tem toda uma conseqüência de fatos gritando aqui dentro. o trabalho agora é descobrir o que é tudo isso misturado. a perda do amor é como um TCC. você tem todo um projeto planejado dentro da sua cabeça. introdução, objetivo, método, pesquisa de campo e conclusão. no meu TCC ainda encontro referências bicliográficas das mais variadas. é um projeto complexo, principalmente a conclusão do todo. concluir algo que não se quer é bem delicado.
teria a vida uma pós-graduação, mestrado e doutorado? me sinto doutora. não da vida toda. mas do amor. tenho a impressão de que minha proposta teórica e prática é das melhores. mas ninguém entende. ninguém parece ter interesse em ler a respeito. sinto um zero como nota final. e então eu penso se não sei nada sobre o tema ou se o mundo que não tem interesse no assunto.
o amor não parece ser primordial aí fora. e os leigos não parecem querer saber sobre um assunto que não fazem questão de usar.
e eu lembro de Clarice, morrendo de amores por aí. e de tantos outros, indo embora tão cedo, com certificados enterrados. junto deles.
teria a vida uma pós-graduação, mestrado e doutorado? me sinto doutora. não da vida toda. mas do amor. tenho a impressão de que minha proposta teórica e prática é das melhores. mas ninguém entende. ninguém parece ter interesse em ler a respeito. sinto um zero como nota final. e então eu penso se não sei nada sobre o tema ou se o mundo que não tem interesse no assunto.
o amor não parece ser primordial aí fora. e os leigos não parecem querer saber sobre um assunto que não fazem questão de usar.
e eu lembro de Clarice, morrendo de amores por aí. e de tantos outros, indo embora tão cedo, com certificados enterrados. junto deles.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
med(o.e)idas.
o coração grita no peito que a medida é errada. a razão passa por cima, dizendo que a decisão é certa.
nessas horas o que eu mais precisava é de um mediador dessa relação doentia que acontece aqui dentro. media logo esse conflito e entra num acordo. a sensação que tudo isso me causa é de uma possível explosão. - você vai explodir a qualquer momento, eu penso.
enlouquecer de amor é possível. curto circuito que de curto nada tem. é o circuito mais longo da minha vida que me faz quase entrar em parafuso.
que tipo de sentimento é esse que se destrói? desconheço. e compreendo. ou tento. porque compreender é qualquer tranquilizante pra alma. pra dor. e, se não compreendo, finjo que tudo faz sentido. porque é assim que tem que ser.
amar sozinha é a coisa mais difícil do mundo. principalmente quando é amor de verdade. e um pouco pior que amar sozinha é achar que o amor é recíproco quando não é. a porrada é certeira e derruba qualquer resquício de felicidade. eu não sou feliz. agora. eu só achava que era. eu só me enganei. eu só fui enganada. amar sozinha é impotência pura, como qualquer coisa que vem do amor. o amor tem como sinônimo isso: impotência. essa falta de controle que sempre foi tão difícil pra mim, existe. e quando eu aprendi que não controlo nada e resolvi entrar na montanha russa que essa vida é, caí de cara no chão.
como lidar com o ponto final antes de você? você deixando de fazer parte da minha história? meu coração grita desesperadamente -É IMPOSSÍVEL! IMPOSSÍVEL! e cada vez que se debate aqui dentro eu perco o ar. são mais de três batidas por segundo e eu simplesmente acho que vou morrer. e eu merecia morrer um pouco, é isso que eu penso. eu merecia esse momento de paz. sem gritos, sem desespero, sem você. pisar no meu próprio coração, pra amassar essa dor e colocar a razão no lugar, pedindo dois cérebros de uma vez só. é isso que preciso. dois cerebelos, dois lóbulos frontais. mais mil neurônios pra poder queimar sem ter seqüela alguma.
mas eu esqueço que sempre fica a seqüela. a seqüela de perder você pra sempre. a seqüela de um amor jogado fora.
parte do meu coração.
necrosado.
nessas horas o que eu mais precisava é de um mediador dessa relação doentia que acontece aqui dentro. media logo esse conflito e entra num acordo. a sensação que tudo isso me causa é de uma possível explosão. - você vai explodir a qualquer momento, eu penso.
enlouquecer de amor é possível. curto circuito que de curto nada tem. é o circuito mais longo da minha vida que me faz quase entrar em parafuso.
que tipo de sentimento é esse que se destrói? desconheço. e compreendo. ou tento. porque compreender é qualquer tranquilizante pra alma. pra dor. e, se não compreendo, finjo que tudo faz sentido. porque é assim que tem que ser.
amar sozinha é a coisa mais difícil do mundo. principalmente quando é amor de verdade. e um pouco pior que amar sozinha é achar que o amor é recíproco quando não é. a porrada é certeira e derruba qualquer resquício de felicidade. eu não sou feliz. agora. eu só achava que era. eu só me enganei. eu só fui enganada. amar sozinha é impotência pura, como qualquer coisa que vem do amor. o amor tem como sinônimo isso: impotência. essa falta de controle que sempre foi tão difícil pra mim, existe. e quando eu aprendi que não controlo nada e resolvi entrar na montanha russa que essa vida é, caí de cara no chão.
como lidar com o ponto final antes de você? você deixando de fazer parte da minha história? meu coração grita desesperadamente -É IMPOSSÍVEL! IMPOSSÍVEL! e cada vez que se debate aqui dentro eu perco o ar. são mais de três batidas por segundo e eu simplesmente acho que vou morrer. e eu merecia morrer um pouco, é isso que eu penso. eu merecia esse momento de paz. sem gritos, sem desespero, sem você. pisar no meu próprio coração, pra amassar essa dor e colocar a razão no lugar, pedindo dois cérebros de uma vez só. é isso que preciso. dois cerebelos, dois lóbulos frontais. mais mil neurônios pra poder queimar sem ter seqüela alguma.
mas eu esqueço que sempre fica a seqüela. a seqüela de perder você pra sempre. a seqüela de um amor jogado fora.
parte do meu coração.
necrosado.
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