domingo, 24 de maio de 2015

associação.livre.11

Eu luto pra não te querer. Mas, quanto mais luto, mais quero.
Nossas diferenças constantemente nos sabotam, e é disso que vivo tendo medo.

Eu só queria ter uma bola de cristal pra ter absoluta certeza de que somos pra sempre. Pra que esse medo de sofrer vá embora de uma vez. Inclusive o seu.

Eu sinto a sua falta todos os dias, e quando penso em você minhas lágrimas escorrem compulsivamente, como se precisassem esvaziar minha alma dessa angústia que me cerca todos os dias.
Como se precisassem transbordar esse medo que eu sinto de te perder pra sempre. Mesmo tendo escolhido a distância. Sem nem ao certo saber por que.

Eu oscilo entre.a certeza do meu amor, e o medo do não.

Tenho me sentido uma menina de 15 anos, amando pela primeira vez. E tem doído.

E agora, eu só queria você aqui do meu lado, me abraçando forte, e dizendo que vai ficar.

terça-feira, 19 de maio de 2015

associação.livre.10

eu vejo cores em tudo o que é preto e branco.
do que é passado, me permito sentir um presente.
é como se, mesmo não fazendo o menor sentido, tudo se encaixasse.

se.

a angústia de uma antecipação infindável. nada parece finito, mesmo caminhando por pontos finais.
diariamente, uma respiração ofegante exatamente às três e meia das tardes. todas elas. e se estendem, novamente infinitas.
a pausa dos meus sonhos, como morte súbita.
ressuscitam às oito horas. sempre constantes, repletas de saudade.

por que pareço tão vazia?

e meus olhos mais uma vez, cheio de lágrimas.
transbordo poucos sorrisos.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

sinto sua falta.
        enquanto respiro.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

é. foi. fui.

Talvez você não entenda agora. Talvez nunca vá entender.
E talvez, por conta disso, me odeie.
E eu respeito.

Eu só queria mesmo que você soubesse que eu te amei demais. Que eu me entreguei demais a tudo o que nós dois vivemos juntos. Com toda a intensidade que eu tenho dentro de mim.
E que lutei contra meus fantasmas o máximo que pude. E não foram poucos. Ainda não são.

Queria que você soubesse que um pedaço enorme meu já é seu. E sempre será. Independente de você querer ficar com ele, ou simplesmente jogar fora. Mas parte do meu mundo é seu.

E que eu não guardei só os momentos ruins, mas principalmente todos os bons. E linhas lágrimas comprovam isso. Porque sei da falta que farão.
Mas também sei da injustiça que é para com nós dois deixar esse amor virar raiva, amargura, lamentos e negatividade. Se for pra acabar, que seja enquanto ainda me parece lindo. Por mais que doa saber que as diferenças esmagam e que as inseguranças sufocam, ainda existe uma beleza que eu quero e preciso levar.

eu preciso que você seja feliz. que eu seja feliz. que sejamos.
necessário você correr atrás do que pra você tanto importa. e lamento não poder mais ser quem eu era antes. eu ainda sonho em ser diferente e não transformar minha alma com as mágoas que ficam. sofro bastante com esse meu jeito que é meu e sempre será. coisa de escorpiana, talvez. você definitivamente deve achar isso.

eu te amo. mas precisei ir. e me dói, mas me dói ainda mais enxergar um futuro próximo cheio de rancor.

talvez você não entenda. talvez nunca vá entender.

mas eu só quero dizer que te amo. e que amor não passa.
obrigada por me fazer feliz.

e um dia a gente se encontra.

segunda-feira, 16 de março de 2015

...

e quando o que é bom vira saudade?

me sinto pesada. comigo, carrego cargas de algum tempo de mágoas acumuladas. eu queria ter a facilidade que você tem de "esquecer" o que já foi, e só lembrar quando convém. diariamente, tenho remoído "pauladas" que a vida me deu.

"a vida". essa que eu escolhi.

em meio a pensamentos recorrentes e torturantes, me questiono sobre o que ainda faço aqui. tenho deitado todas as noites e, pelo menos por alguns segundos, choro. eu transbordo uma tristeza que não é minha.

ou falo. ou umideço.

relembro, enfim, o começo. sempre ele, insistentemente, batendo na porta da minha saudade. e então a dúvida: por que as coisas não permanecem como um dia foram?

eu desejo a esperança que eu um dia tive em nós dois. bagunço minhas gavetas tentando encontrar o que eu perdi.e, no decorrer da constante busca, tenho levado alfinetadas nas pontas dos dedos. e sido permeada por uma exaustão que vira sintoma.

não era pra ser assim.

e machuca.

me quero de volta.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

angústia.

muita coisa vai se perdendo pelo caminho.
parece inevitável.
eu sinto falta de uma paz que eu carregava lá na frente. um sentimento daqueles que a falta de ar remetia ao amor. e um mundo cor de rosa, onde qualquer tragédia evaporava num piscar de olhos: dos seus.
me lembro que o mundo só fazia sentido mesmo, quando você chegava. eu me sentia dentro de um espaço que bastava. o mundo era inteiro ali, e o barulho de fora representava a minha surdez. a surdez de alguém a que só interessava um tom de voz: o seu.

e os toques... é, esses toques de duas mãos que, ao encostarem em mim, traziam o amor pelos dedos. eu sentia a energia transpassando pela ponta de cada um deles, diretamente para a minha pele.

eu sinto falta daquela certeza.

e daquela  crença absoluta de que era pra sempre.

o problema dos contos de fadas são os finais. a gente deseja o infinito e, então, o futuro te derruba com incertezas e a finitude descarada, fazendo caretas.
hoje, incertezas. existe um medo dentro de mim que imediatamente me arma e me esquiva frente a quaisquer ameaças: a falta dos toques, ausência de olhares, silêncio. o não.

é essa distância do conto que eu criei me perde de você.

e longe de ser princesa, me ergo em feridas daquilo que se perdeu pelo caminho.
inevitavelmente.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

princesa.

quando eu te conheci (e não demorou muito pra eu te amar), prometi pra mim mesma que te amaria pelo resto da minha vida. (in)felizmente eu funciono dessa maneira. não sei ser mais ou menos. coisa de signo, talvez. ou de Bruna mesmo. sempre fui "oito ou oitenta", tudo ou nada.

não poderia ser diferente com você.

e eu tenho um jeito de amar que, sinceramente, não sei se é certo ou errado. e, na verdade, não acredito muito nesse discurso cheio de esteriótipos. cada um tem sua maneira de enxergar as coisas, e consequentemente de viver a sua maneira. respeito.

o ponto é que: o meu amor tem que ser pleno. e ele carrega, consigo, as coisas - do meu ponto de vista - essenciais pra que ele permaneça numa constante e, assim, dure "pelo resto da minha vida".
lembro do discurso do pastor do casamento que fomos, e um momento específico em que segurei o choro. foi quando ele dizia das três coisas essenciais dentro de uma relação. e era exatamente o mesmo pensamento que o meu.

eu tenho 27 anos (quase 28), mas acho que sonho de amor não tem idade. eu abri mão há muito tempo do meu conto de fadas. deixei de lado a ideia do sapatinho de cristal depois de levar tanta porrada do amor. mas, dentro de mim, aquela garotinha que espera ser tratada como uma princesa (contemporânea), ainda grita. e eu ainda espero o respeito. ainda espero o buquê de flores numa segunda-feira sem graça. eu ainda espero surpresas bobas sem datas especiais.

eu não quero um beijo do príncipe encantado pra acordar de um sono profundo. eu quero não precisar lembrar que eu mereço ser tratada com muito amor. porque eu sou tudo isso sim. eu sou muito, perto desse mundo de pessoas sem valores. e eu simplesmente não quero ter que diariamente reiterar o óbvio.

você chegou sorrateiro e roubou completamente o meu coração. e isso não é segredo mais pra ninguém. mas, assim como roubou, tem ultimamente amassado com prazer cada pedaço dele, me deixando sangrar toda vez que me trata como o resto.

tem uma cerca elétrica tomando conta de todo o contorno do meu coração.
esperando o momento de eletrocutar novas e futuras tentativas de agressão.

você tem jogado o "resto da minha vida" numa lata de lixo.
e, quando o caminhão passar, não terá devolução.