terça-feira, 16 de junho de 2015

eu te amo desde o dia em que te vi, mesmo não sabendo que já era amor.
e desde então, continuo te amando, depois do primeiro beijo, e do primeiro riso, e do primeiro pedido, e do primeiro vinho, e da primeira transa, e da primeira briga, e da primeira reconciliação, e dos tantos outros primeiros que vieram. e ainda vêm.

eu te amo triste, feliz, irritado, em êxtase.
e te amo criança, adolescente, adulto e velho.

eu te amo quando acordo, mesmo quando o dia está tão frio e eu estou tão exausta e mal humorada. mas é quando eu abro os olhos que lembro que te amo. e então tudo passa a fazer sentido.
eu te amo enquanto me troco, me maqueio, corro pro ponto de ônibus, atravesso as ruas, ouço música, ando a pé, dirijo, trabalho e converso.
também te amo enquanto sonho. e se não lembro, imagino que sonhei com esse amor.

eu te amo quando resolvo te odiar durante alguns segundos. só porque você me fez ter a absoluta certeza que nem o ódio desconstrói tudo isso que criamos.

eu te amo enquanto enxergo as pessoas. quando não enxergo letras. quando penso e quando resolvo não pensar.

eu te amo no meu passado, e te venero no meu presente. te projeto no meu futuro.

eu te amo, você crendo ou não.
querendo ou não.

sou sua. e te roubei pra mim.

domingo, 24 de maio de 2015

associação.livre.11

Eu luto pra não te querer. Mas, quanto mais luto, mais quero.
Nossas diferenças constantemente nos sabotam, e é disso que vivo tendo medo.

Eu só queria ter uma bola de cristal pra ter absoluta certeza de que somos pra sempre. Pra que esse medo de sofrer vá embora de uma vez. Inclusive o seu.

Eu sinto a sua falta todos os dias, e quando penso em você minhas lágrimas escorrem compulsivamente, como se precisassem esvaziar minha alma dessa angústia que me cerca todos os dias.
Como se precisassem transbordar esse medo que eu sinto de te perder pra sempre. Mesmo tendo escolhido a distância. Sem nem ao certo saber por que.

Eu oscilo entre.a certeza do meu amor, e o medo do não.

Tenho me sentido uma menina de 15 anos, amando pela primeira vez. E tem doído.

E agora, eu só queria você aqui do meu lado, me abraçando forte, e dizendo que vai ficar.

terça-feira, 19 de maio de 2015

associação.livre.10

eu vejo cores em tudo o que é preto e branco.
do que é passado, me permito sentir um presente.
é como se, mesmo não fazendo o menor sentido, tudo se encaixasse.

se.

a angústia de uma antecipação infindável. nada parece finito, mesmo caminhando por pontos finais.
diariamente, uma respiração ofegante exatamente às três e meia das tardes. todas elas. e se estendem, novamente infinitas.
a pausa dos meus sonhos, como morte súbita.
ressuscitam às oito horas. sempre constantes, repletas de saudade.

por que pareço tão vazia?

e meus olhos mais uma vez, cheio de lágrimas.
transbordo poucos sorrisos.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

sinto sua falta.
        enquanto respiro.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

é. foi. fui.

Talvez você não entenda agora. Talvez nunca vá entender.
E talvez, por conta disso, me odeie.
E eu respeito.

Eu só queria mesmo que você soubesse que eu te amei demais. Que eu me entreguei demais a tudo o que nós dois vivemos juntos. Com toda a intensidade que eu tenho dentro de mim.
E que lutei contra meus fantasmas o máximo que pude. E não foram poucos. Ainda não são.

Queria que você soubesse que um pedaço enorme meu já é seu. E sempre será. Independente de você querer ficar com ele, ou simplesmente jogar fora. Mas parte do meu mundo é seu.

E que eu não guardei só os momentos ruins, mas principalmente todos os bons. E linhas lágrimas comprovam isso. Porque sei da falta que farão.
Mas também sei da injustiça que é para com nós dois deixar esse amor virar raiva, amargura, lamentos e negatividade. Se for pra acabar, que seja enquanto ainda me parece lindo. Por mais que doa saber que as diferenças esmagam e que as inseguranças sufocam, ainda existe uma beleza que eu quero e preciso levar.

eu preciso que você seja feliz. que eu seja feliz. que sejamos.
necessário você correr atrás do que pra você tanto importa. e lamento não poder mais ser quem eu era antes. eu ainda sonho em ser diferente e não transformar minha alma com as mágoas que ficam. sofro bastante com esse meu jeito que é meu e sempre será. coisa de escorpiana, talvez. você definitivamente deve achar isso.

eu te amo. mas precisei ir. e me dói, mas me dói ainda mais enxergar um futuro próximo cheio de rancor.

talvez você não entenda. talvez nunca vá entender.

mas eu só quero dizer que te amo. e que amor não passa.
obrigada por me fazer feliz.

e um dia a gente se encontra.

segunda-feira, 16 de março de 2015

...

e quando o que é bom vira saudade?

me sinto pesada. comigo, carrego cargas de algum tempo de mágoas acumuladas. eu queria ter a facilidade que você tem de "esquecer" o que já foi, e só lembrar quando convém. diariamente, tenho remoído "pauladas" que a vida me deu.

"a vida". essa que eu escolhi.

em meio a pensamentos recorrentes e torturantes, me questiono sobre o que ainda faço aqui. tenho deitado todas as noites e, pelo menos por alguns segundos, choro. eu transbordo uma tristeza que não é minha.

ou falo. ou umideço.

relembro, enfim, o começo. sempre ele, insistentemente, batendo na porta da minha saudade. e então a dúvida: por que as coisas não permanecem como um dia foram?

eu desejo a esperança que eu um dia tive em nós dois. bagunço minhas gavetas tentando encontrar o que eu perdi.e, no decorrer da constante busca, tenho levado alfinetadas nas pontas dos dedos. e sido permeada por uma exaustão que vira sintoma.

não era pra ser assim.

e machuca.

me quero de volta.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

angústia.

muita coisa vai se perdendo pelo caminho.
parece inevitável.
eu sinto falta de uma paz que eu carregava lá na frente. um sentimento daqueles que a falta de ar remetia ao amor. e um mundo cor de rosa, onde qualquer tragédia evaporava num piscar de olhos: dos seus.
me lembro que o mundo só fazia sentido mesmo, quando você chegava. eu me sentia dentro de um espaço que bastava. o mundo era inteiro ali, e o barulho de fora representava a minha surdez. a surdez de alguém a que só interessava um tom de voz: o seu.

e os toques... é, esses toques de duas mãos que, ao encostarem em mim, traziam o amor pelos dedos. eu sentia a energia transpassando pela ponta de cada um deles, diretamente para a minha pele.

eu sinto falta daquela certeza.

e daquela  crença absoluta de que era pra sempre.

o problema dos contos de fadas são os finais. a gente deseja o infinito e, então, o futuro te derruba com incertezas e a finitude descarada, fazendo caretas.
hoje, incertezas. existe um medo dentro de mim que imediatamente me arma e me esquiva frente a quaisquer ameaças: a falta dos toques, ausência de olhares, silêncio. o não.

é essa distância do conto que eu criei me perde de você.

e longe de ser princesa, me ergo em feridas daquilo que se perdeu pelo caminho.
inevitavelmente.